sexta-feira, 29 de julho de 2016

Concurso dos bombeiros exige 'teste de virgindade' ou Papanicolau no DF

Não há exigência similar para homens; comissão não vê irregularidade.
Especialista afirma que medida fere direito à intimidade das candidatas.


Um dos exames exigidos no concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal tem causado estranhamento: mulheres devem apresentar laudo do Papanicolau (cientificamente conhecido como colpocitopatologia oncótica, exame ginecológico realizado como prevenção ao câncer do colo de útero e ao HPV) ou comprovar que não tiveram o hímen rompido – ou seja, ainda são “virgens”. Não há exigências semelhantes para homens. Em nota, a corporação disse não considerar a medida discriminatória e afirmou que o objetivo é aferir “a condição física e laboral dos candidatos”.

A comissão do concurso afirmou que não necessariamente uma alteração no exame vai excluir uma candidata e que os dados serão mantidos em sigilo. O concurso oferece 779 vagas e salários que variam entre R$ 5,1 mil e R$ 11,6 mil. As inscrições foram abertas no dia 18 de julho e seguem até 18 de agosto. A prova é prevista para o dia 9 de outubro.

Para a banca, não há necessidade de exames semelhantes para homens. “Sobre o exame de próstata, informamos que se trata de um exame preventivo indicado pelo médico aos homens a partir dos 40 anos de idade, sendo esta idade superior ao limite exigido para ingresso nos quadros da corporação”, disse. Também não há solicitações de exames para doenças sexualmente transmissíveis, nem mesmo HPV.
Trecho de edital do concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal que fala sobre ‘teste de virgindade’ para candidatas
“Entendemos que a exigência do exame complementar citado não viola o sigilo das candidatas, tampouco desrespeita o direito à intimidade, à honra e à imagem. Pelo contrário, retrata o cuidado e o zelo que a corporação possui com os futuros militares, tudo em conformidade com a lei, a jurisprudência, e com orientações e determinações dos órgãos de controle do CBMDF [Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal]”, completa.

Especialista em concursos públicos, o advogado Fábio Ximenes disse considerar a exigência uma “atrocidade”. “Fere o direito à intimidade, sim, da candidata. Viola diversos princípios administrativos e constitucionais, como o princípio da isonomia, fere o princípio constitucional da discriminação, porque não pode haver discriminação de nenhum gênero, nem para homem, nem para mulher. Já aconteceu outras vezes e é totalmente imoral. É inconstitucional o edital cobrar esse tipo de conduta da candidata.”

O advogado afirma ainda que os testes são irrelevantes para determinar a aptidão das candidatas à profissão. “Se a gente for apreciar se isso [os resultados] seria relevante para o cargo, não é. Não impede o exercício de cargo de bombeiro ou policial ou qualquer cargo.  Isso não tem relação nenhuma com as atribuições do cargo de bombeiro. Isso já é explicitamente antiético. A exclusão de candidatos por esse tipo de conduta seria totalmente contra a Constituição.”

Outros casos
Exigências semelhantes já foram questionadas anteriormente. Após receber denúncias, a Defensoria Pública acionou o estado de São Paulo em 2014 para acabar com a obrigação para candidatas aos concursos do governo.

Em 2015, a Justiça do Acre suspendeu o concurso para oficiais da Polícia Militar que trazia uma série de proibições aos candidatos, incluindo tatuagens na cabeça, pescoço e nos braços; cicatrizes "antiestéticas"; e ocorrência de testículo único, salvo em casos congênitos.


Também em 2015, a Justiça Federal determinou que a Marinha alterasse o edital de um concurso de admissão na Escola Naval que vetava a inscrição de candidatos casados, em união estável ou com filhos. O edital também previa desligamento de mulheres que engravidarem durante o curso de graduação.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Vítima de estupro coletivo sofre novo abuso do mesmo grupo


(Foto: Reprodução/NDTV)
Três anos após sobreviver a um estupro coletivo, uma estudante de 20 anos foi encontrada na beira de uma estrada, no distrito de Rohtak (Índia), depois de ser abusada novamente pelos mesmos cinco homens. 
O jornal local "Times of India" informou, nesta segunda-feira (18), que a vítima foi estuprada na última semana e, segundo a polícia, os agressores são os mesmos acusados pelos abusos cometidos contra ela em 2013. 

À época, dois deles foram presos, mas liberados após pagamento de fiança. A família, pertence à casta Dalit (a mais baixa na hierarquia social da Índia) e já havia se mudado de cidade após o estupro coletivo. Segundo o irmão da jovem, os acusados estavam oferecendo cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 245 mil) para a família "esquecer o processo", mas eles não aceitaram a oferta. "Estávamos recebendo ameaças constantes de um acusado para um acordo fora do tribunal, mas ficamos firmes", explica.
Ele ainda diz acreditar que o grupo tenha repetido o crime, e deixado a jovem para morrer, em retaliação pela determinação dela no processo contra eles. "Nós tínhamos apresentado um pedido ao tribunal para a prisão de três restantes e a nova prisão dos dois sob fiança", acrescenta o irmão.
Em entrevista à emissora NDTV, a jovem contou, na cama do hospital e mal conseguindo falar, que foi levada pelo grupo ao sair da universidade. Eles a colocaram em um carro, deixaram-a inconsciente com drogas, cometeram o abuso e a abandonaram na beira da estrada.
A vítima continua internada e os acusados, em liberdade. Os policiais estão realizando incursões para prender o grupo.
Caso no Brasil
Recentemente, um caso de estupro coletivo ocorrido na cidade de Juiz de Fora virou alvo de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. A vítima saía de uma festa junina quando foi ameaçada por homens armados e abusada sexualmente. Assista à reportagem do RedeTV News:

4 DICAS PARA MANDAR BEM NO SEXO ORAL, SEGUNDO A SEXÓLOGA LAURA MÜLLER

Uma dica mais importante que a outra, se é que você me entende

Por:  as 3:17 pm em 19/04/2016
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(Créditos: Reprodução/YouTube)
(Créditos: Reprodução/YouTube)
Não é só cair de boca, amigão. Conheça o caminho e saiba como ter e dar prazer numa boa.

1. O lugar é importante


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Deixe a mulher recostada na cama ou no sofá sentada em uma almofada, para elevar a região vaginal e facilitar o acesso
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2. A posição é importante


(Créditos: Reprodução/Giphy)
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3. Os carinhos são importantes


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4. Os carinhos são MUITO importantes


(Créditos: Reprodução/Giphy)
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Conheça os riscos da depilação dos pelos pubianos


  • iStock
Seja com lâmina, cera ou à laser, depilar os pelos pubianos é algo incômodo. Mesmo assim, o número de homens e mulheres aderindo à prática não para de crescer em todo o mundo.
Segundo várias pesquisas sobre o tema, uma das principais razões apontadas pelos adeptos é a estética, mas não a única.
Um estudo publicado neste mês pela revista Dermatology, da Associação Americana de Medicina (AMA, na sigla em inglês), entrevistou 3.316 mulheres nos Estados Unidos e perguntou por que elas removiam os pelos da região íntima.
A resposta de 59% foi "por higiene".
De acordo com o estudo, 62% das entrevistadas afirmaram que removeram todos os pelos pubianos pelo menos uma vez na vida, e 84% disseram que já tinham usado algum tipo de depilação.
Um percentual muito menor contou que adotava esse tipo de depilação para agradar o parceiro ou para se sentir mais "sexy" (por volta de 20%).

Melhor para a saúde?

Ao contrário do que muitas das pesquisadas acreditam, os principais estudos já feitos sobre o tema não comprovaram a existência de benefícios significativos da depilação total dos pelos pubianos, a não ser reduzir a probabilidade de contrair piolhos nesta área do corpo.
As mesmas pesquisas destacam o contrário: há riscos para aqueles que escolhem retirar todos os pelos da área genital.
"Os médicos não acreditam que (depilar os pelos pubianos) traga benefícios para a saúde", afirmou à BBC a médica Luisa Dillner, que publicou na semana passada um artigo chamado "É mais higiênico depilar o pelo púbico?" no jornal britânico The Guardian.
"(A depilação) Faz com que a presença de piolhos seja menos provável. Mas aumenta o risco de infecções devido aos pequenos cortes que acontecem na área do púbis", disse.
Em seu artigo, Dillner esclareceu que a depilação total deixa o púbis sem defesas.
"Seu púbis é um assunto seu. Mas o pelo pubiano está aí por uma razão: para proteger seus genitais da fricção e de infecções. É mais higiênico não raspar."

Os riscos

Um dos estudos que analisou os riscos da depilação do púbis foi realizado pela professora da Universidade do Texas Andrea L. DeMaria e outros colegas.
A pesquisa foi feita há dois anos e entrevistou 333 mulheres americanas que admitiram ter depilado os pelos pubianos em algum momento da vida.
O resultado foi publicado na revista American Journal of Obstetrics and Gynecology, publicação americana especializada em ginecologia e obstetrícia.
De acordo com o estudo, 60% dessas mulheres teve pelo menos um problema de saúde devido à depilação íntima - os mais comuns eram ferimentos na pele e pelos encravados.
Apenas 4% delas procurou um médico ou falou do problema com seu ginecologista, algo que, segundo DeMaria, é importante.
A professora não opinou contra nem favor da depilação dos pelos pubianos, mas advertiu que é importante que as pessoas saibam os riscos dos procedimentos e tentem minimizá-los.
"Os cortes ou folículos abertos em uma zona úmida aumentam a possibilidade de infecções por bactérias ou vírus, incluindo um risco maior de contrair herpes ou outras doenças sexualmente transmitidas."
"As pessoas não percebem que retirar os pelos da área íntima não é o mesmo que tirar os pelos de outras áreas do corpo", disse a DeMaria à BBC.

Cuidados

Outro estudo publicado por especialistas da Universidade George College & State University, dos Estados Unidos, entrevistou 1.110 estudantes há dois anos e concluiu que a prática é comum entre homens e mulheres: 95% dos pesquisados disseram ter depilado o púbis no mês anterior.
Além disso, cerca de 80% relataram ter sentido coceira depois do procedimento.
Para quem quiser continuar depilando os pelos pubianos, há alguns cuidados básicos.
O primeiro deles é fazer isso depois de tomar um banho, quando os folículos estão mais suavizados.
Para quem vai raspar, as dicas essenciais são nunca compartilhar lâminas, usar sempre sabão ou gel sem perfume e raspar na direção do pelo, nunca contra, justamente para evitar a abrasão da pele.
E muito importante: falar com o médico se notar o aparecimento de algum problema na pele ou se tiver alguma dúvida.

A morte explicada por uma criança com câncer terminal

"Quando eu morrer, acho que minha mãe vai ficar com saudade. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!"



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© SHUTTERSTOCK

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.
Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
— Tio, disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores… Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Indaguei: — E o que morte representa para você, minha querida?
– Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.) É isso mesmo.
– Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
– E minha mãe vai ficar com saudades – emendou ela.
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
– E o que saudade significa para você, minha querida?
– Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.
(Dr. Rogério Brandão, oncologista)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

CONDADO DO REINO UNIDO CLASSIFICA ASSÉDIO CONTRA MULHER COMO CRIME DE ÓDIO


Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram
Com o intuito de diminuir os abusos sexistas, a polícia do condado de Nottinghamshire, na Inglaterra, rotulou como crime de ódio qualquer ação que seja considerada misógina, incluindo cantadas e comentários ofensivos. A mudança permite que as agressões sejam levadas à policia para devida investigação, o que pode levar à prisão de pessoas que comentam delitos do tipo.
“Estamos felizes por liderar o caminho no ataque contra a misoginia em suas diversas formas”, revela a chefe de polícia Sue Fish ao The Guardian sobre ser o primeiro condado do país a abrir o leque de crimes de ódio. “É importante para conduzir os crimes e tornar Nottinghamshire um local seguro para as mulheres”, explica.”O que as mulheres passam em seu dia a dia é inaceitável e pode ser destrutivo”, completa.
“Em pesquisa recente, nós descobrimos que 85% das mulheres entre 18 e 24 anos receberam um assédio verbal com conotação sexual indesejada em lugares públicos, e 45% sofreram toques não permitidos, o que configura abuso”, conta Rachel Krys, co-diretora da Aliança Fim da Violência Contra a Mulher. “Sabemos que ignorar assédio ebullying machista cria a impressão de que violência contra a mulher é tolerável, então damos boas-vindas à qualquer ação que vá contra isso”, conclui.

sábado, 9 de julho de 2016

Presos fogem de cela para salvar vida de carcereiro nos EUA

Redação RedeTV!

(Foto: Reprodução/Facebook/WFAA-TV)
Oito homens que estavam detidos no porão de um distrito policial no Texas (EUA) quebraram a fechadura da cela para salvar a vida do carcereiro. Segundo informações da emissora "WFAA-TV", o homem teve um ataque cardíaco enquanto os vigiava.
O caso aconteceu cidade de Weatherford no dia 23 de junho, mas só agora a imprensa divulgou o vídeo que mostra quando os presos fogem e tentam socorrer o homem.  
Algemados, alguns se curvam sobre o funcionário, que não teve sua identidade revelada, e outros começam a gritar. Eles também bateram nas portas e paredes e o barulho atraiu a atenção dos policiais que estavam no andar acima.

Enquanto um policial acionou os paramédicos, os outros conduziram os homens de volta à cela, que teve suas travas reforçadas. Os médicos que atenderam o carcereiro disseram que, sem a ajuda dos presos, ele poderia ter morrido.
Em entrevista à emissora, um dos presos, Nick Kelton, disse que os homens ficaram com medo de que os policiais pensassem que se tratava de uma briga ou tentativa de fuga e descessem prontos para atirar neles. Mesmo assim, não hesitaram. "Nunca passou pela minha cabeça não ajudar, independente de ele ter uma arma ou um distintivo. Se ele caiu, eu tinha que ajudar", disse Kelton, que foi detido por porte de drogas.
Ironicamente, outro entrevistado pela WFAA, Floyd Smith, estava detido por atacar um funcionário público. Os dois, no entanto, disseram que o carcereiro é "um bom homem". O homem retornará ao trabalho dentro de uma semana.