domingo, 16 de outubro de 2016

Médica negra é impedida por tripulantes de socorrer homem em voo nos EUA


Tamika Cross se ofereceu para ajudar um passageiro que passava mal e foi recusada, além de bombardeada com perguntas, pedido de credencial e razão da sua viagem
Por Redação
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Durante um voo de Detroit, a médica, obstetra e ginecologista, Tamika Cross, se ofereceu para atender um homem que passava mal e teve sua ajuda recusada pela tripulação. Ao insistir e explicar que era médica, Cross teve sua fala questionada com perguntas como “que tipo de médica você é?” e “onde você trabalha?”. A comissária de bordo também insistiu em ver as credenciais da médica.
Tamika, que vive em Houston, no Texas, conta ainda em seu relato que um homem branco também levantou, mais tarde, e disse que era médico, o que foi aceito sem questionamentos pela comissária de bordo. A tripulante teria então dito dispensado a ajuda de Tamika. “Obrigada pela sua ajuda, mas ele pode nos ajudar, ele tem as credenciais”, teria dito a funcionária da Delta Airlines.
Em seu facebook, Tamika comentou o ocorrido e disse que, após finalmente ajudar o passageiro, a comissária de bordo pediu desculpas e ofereceu milhas a ela por conta do “mal-entendido”: “Eu gentilmente recusei. Não quero milhas em troca para esquecer a discriminação. Independentemente de ter acontecido por conta da cor, idade, discriminação de gênero, não foi certo”, concluiu.
A Delta Airlines afirmou, após o incidente, que está investigando o caso. Veja abaixo a publicação original de Tamika, em seu Facebook:

Advogada vai defender mulher que estava sendo espancada e é presa em Curitiba

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A advogada Carla Begnini Pinheiro, presa na manhã do dia 12 de outubro, em Curitiba, em pleno exercício da atividade profissional, causou constrangimento na classe devido à brutalidade e a falta de experiência de policiais militares do Paraná na condução do fato. Ao presenciar uma cena brutal, onde uma mulher e seu filho adolescente estavam brutalmente sem espancadas por um homem, a advogada decidiu intervir para evitar o pior.
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Da janela só seu apartamento, onde assistia a cena, desceu as escadas para tentar ajudar a pobre e indefesa mulher. Ao chegar no térreo, a advogada e outras pessoas que também presenciaram a cena, constataram que o ex-marido havia espancado a mulher e o enteado, e havia fugido com o filho do casal, de apenas um ano de idade.
A Polícia Militar foi acionada e, mesmo diante da gravidade da situação, se limitaram a informar que não poderiam pedir reforço a outras guarnições sobre o fato do pai estar fugindo com a criança e ser interceptado.
O clima era de revolta, conta Carla Begnini. “Estávamos todos muito nervosos. Tomei parte como advogada da vítima e estávamos começando a narrativa para o soldado da Polícia Militar que iria atender a ocorrência, quando a irmã da vítima chegou, assustada e com o bebê no colo, informando que o ex-marido havia ido à casa dela agredi-la e dizer que mataria o enteado da ex-esposa. Num momento de lucidez, a irmã da vítima conseguiu tirar a criança de um ano do carro e se esconder na casa dela.
Depois que o ex-marido saiu ameaçando a todos, ela entrou no carro levou o bebê para a mãe, que estava no hall do prédio. “Quando esse novo fato apareceu, pedimos ao policial para constar essas ameaças de morte na ocorrência, para ser mais enfático o pedido de prisão e a medida protetiva da família”.
“Neste momento começou aquilo que, em 25 anos de advocacia, nunca tinha visto. O policial se alterou, disse que eu não iria lhe ensinar como trabalhar, me deu voz de prisão, mesmo eu me identificando como advogada, me algemou com as mãos na cabeça, ia me jogar no porta-malas da viatura (não o fez porque outro advogado vizinho interveio) e me levou presa para a delegacia”.
Segundo relato da advogada, o soldado não permitiu sequer uma ligação telefônica ou, qualquer contato com outras pessoas. “Chegando na delegacia, fiquei em pé na entrada, algemada, exposta à mais ridícula cena”.
Depois de quase uma hora, o representante da Comissão de Prerrogativas da OAB do Paraná e a representante da Associação dos Advogados Criminalistas chegaram e solicitaram a retirada das algemas. “Meu pulso já estava todo marcado”.
Após duas horas, “fui ouvida e assinei um TC para comparecer a uma audiência em fevereiro de 2017”.
A advogada manifestou seu indignação com o fato, pois “nem os apelos dos colegas sensibilizaram o delegado para me levar a uma sala reservada ou priorizar a minha ocorrência. Até então, eu não havia me alimentado, nem tomado meus remédios controlados, como o de hipertensão”.
“Não podia me calar diante daquela situação humilhante como advogada. Nunca me calei, não seria ante uma injustiça e arbitrariedade daquela. Andar algemada nas ruas de Curitiba numa viatura policial me fez refletir muito. Não vivemos num mundo de humanos. Vivemos num mundo de animais vaidosos, que são capazes de tudo para se prevalecer. Mas não calarei minha voz. Nunca briguei por algo tão justo na minha vida como briguei por aquela mulher que foi espancada juntamente com seu filho de 17 anos por um companheiro que não aceita a separação – e que ainda arrancou de seus braços o filho de um ano e sumiu a toda velocidade”.
Quero agradecer com muito carinho ao Presidente da ABRACRIM NACIONAL, na pessoa do Dr ELIAS MATTAR ASSAD; ao Presidente da ABRACRIM PR, DR ALEXANDRE SALOMÃO, e ao meu colega, DR BRENO MENDES, presidente da ABRACRIM-RO, aos colegas advogados que estiveram ao meu lado, me acompanhando à delegacia, pelo atendimento dispensado a minha pessoa e aos meus familiares nesse momento tão fatídico da minha vida. Jamais baixarei minha cabeça quando vir uma justiça sendo praticada. Obrigado a Deus por eu fazer parte da classe da Ordem dos Advogados do Brasil.”

A ABRACRIM – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, por proposta urgente da ABRACRIM-RO e ABRACRIM-PR, REPUDIA O COVARDE E ILEGAL ato praticado contra advogada em Curitiba, na manhã deste dia 12 de outubro.
A Advogada Carla Begnini Pinheiro, com mais de 26 anos de advocacia em Belo Horizonte e em Rondônia, foi presa em Curitiba, no livre exercício de sua profissão, ao atuar em situação de violência doméstica sofrida por vizinha do prédio onde estava passando o feriado.
Sob desculpa de “desacato à autoridade”, por legitimamente querer a advogada que constasse no boletim de ocorrência a realidade dos fatos, eis que no meio da narrativa para confecção do boletim de ocorrência, chegaram fatos novos e importantes, mas os policiais se negaram a incluí-los, sob a alegação de que ela não deveria querer “ensiná-los a trabalhar”.
Foi presa de pijamas e desnecessariamente algemada com as mãos para trás, diante dos seus filhos.
Negaram ainda a ela o direito de contatar qualquer familiar ou advogado ou OAB. Ela gritou para os filhos, já no interior da viatura, para que entrassem em contato com o marido em Rondônia (também advogado), que acionou a ABRACRIM, que, por sua vez, noticiou o ocorrido à OABPR.
Conforme relata em carta enviada à ABRACRIM logo após ser libertada, a advogada ficou na delegacia, algemada e com as mãos para trás, até que os representantes da ABRACRIM Thaise Mattar Assad e da OABPR Ygor Nasser Salmen chegassem e pedissem a retirada das algemas e tratamento condigno.
A advogada vitimada narrou o episódio como o maior constrangimento profissional de sua vida.
A ABRACRIM repudia da maneira mais firme e pede enérgicas providências da OABPR, de ordem civil e penal militar contra os responsáveis, inclusive público desagravo!
A advocacia brasileira que não se calou nas ditaduras, não se calará na democracia.
A advogada foi desrespeitada como profissional, como mãe (no dia da criança) e como mulher.
Ressalva-se que esta não é a postura comum da PMPR.
Curitiba, 12 de outubro de 2016.
Elias Mattar Assad
Presidente ABRACRIM Nacional
Alexandre Salomão
Presidente ABRACRIM-PR
Breno Mendes
Presidente ABRACRIM-RO
Deiber Magalhães Silva
Presidente ABRACRIM-MG

quinta-feira, 13 de outubro de 2016


Na maioria das vezes nem percebemos que quem está à nossa volta fez algo importante para nós. É claro que o ato de preparar o nosso cafezinho da tarde, embora corriqueiro, não nos chama tanta atenção assim a ponto de destacar quem teve o trabalho de prepará-lo.

Em suma, saber agradecer às pessoas que fazem (fizeram) algo por você é deverás gratificante. Menos para quem fez e mais para você. Acredite!

Quando se agradece a alguém por algo que ela fez isso gera uma corrente de energia positiva maravilhosa. Quem agradece seguramente vai se sentir bem ao ver a recompensa do seu simples gesto no olhar e no sorriso da outra pessoa.

Se eu pudesse escrever em todas as árvores do mundo, tal qual desejou o celebre cantor Jerry Adriani, diria aos amigos: "diga sempre obrigado".

PS: Obrigado por você haver lido esse texto.

Por Welliton Resende

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Délleny Mourão - Foro: reprodução do Facebook
Délleny Mourão - Foro: reprodução do Facebook

“Sistema nojento”, diz modelo que desiste da carreira e revela uso de laxante e cigarro pra emagrecer

Publicado por Romero Rafael em Instant Article às 18:58
A modelo Délleny Mourão, 20 anos, publicou texto no Facebook em que desabafa sobre as pressões e dificuldades da carreira e faz duras revelações sobre a rotina das modelos. Na postagem, Délleny também anuncia desistência, após ter seu contrato cancelado pela agência Joy Model, por – segundo ela – ter medidas fora do padrão. Diz, por exemplo, que seu quadril oscila entre 89cm e 91cm, quando o padrão requer 87cm ou 88cm, e o mercado chega a exigir 86cm.
Natural de Fortaleza, Délleny Mourão venceu o concurso The Look of the Year 2015, promovido pela Joy Model, e então se mudou para São Paulo, onde morou por cerca de seis meses num apartamento pago pela agência e compartilhado com mais 22 modelos. “A pressão, o medo de não trabalhar e sair do mercado é 24 horas por dia”, diz ela sobre a experiência.
Do convívio com as outras meninas e dos trabalhos por que passou relata, sobretudo, o uso de laxantes e cigarro para emagrecer e atender aos padrões rigorosos do mercado. Relata, ainda, casos de humilhação e assédio sexual, além de consumo de álcool e drogas, inclusive por menores de idade. “Modelos são ALIENADAS, mas a culpa jamais será delas, mas sim de todo o sistema nojento, antiprofissional e desumano que é o mundo da moda, que usa da persuasão e manipulação”, conta.
Montagem postada pela modelo em teste para o São Paulo Fashion Week, já considerada fora de padrão - Foto: reprodução
Montagem postada pela modelo com fotos tiradas em teste para o São Paulo Fashion Week, quando já teria sido considerada fora de padrão – Foto: reprodução
Leia aqui post de Délleny na íntegra.
Comunicado da agência:
“A Joy Model Management repudia o uso de drogas e álcool e preza pela saúde e bem-estar das modelos. Oferecemos toda a estrutura necessária para o trabalho e a moradia na capital paulistana e incentivamos que as profissionais não vão a festas, se alimentem bem e durmam cedo. A exigência do mercado de moda é que a modelo tenha 90 cm de quadril e não 86 cm conforme informado por Délleny. O cancelamento do contrato da modelo ocorreu depois de inúmeras tentativas de contato sem sucesso com a modelo.”


Noiva virgem foge da Lua de Mel após se assustar com o tamanho do pênis de seu marido


Noiva teria se assustado com o tamanho avantajado do rapas. Foto: Reprodução/@lailablog
Noiva teria se assustado com o tamanho avantajado do rapaz. Foto: Reprodução/@lailablog
Mnombo Madyibi, de 32 anos, terminou com a cabeça enfaixada depois de uma confusão durante a sua Lua de Mel. A noiva dele supostamente o golpeou com uma garrafada depois de ver o tamanho do seu pênis, já na primeira tentativa de relação sexual dos dois. A moça é virgem e teria se assutado ao ver o tamanho avantajado do pênis de seu parceiro.
A moça, que não quis se identificar, definiu o órgão do seu companheiro como “pepino peludo assustador”.
“Tudo estava indo bem durante as preliminares”, disse Madyibi, em entrevista ao Daily Star. “Mas o mundo desabou quando eu tirei minha cueca”, continuou.
O rapaz conta que a noiva mordeu a orelha dele e apertou suas partes íntimas. “Ela me derrubou com uma garrafa de vinho e tentou me sufocar com um ursinho de pelúcia que eu dei de presente para ela”.

A gritaria da confusão acabou acordando as pessoas que estavam nos aposentos vizinhos.
Apesar de a confusão ter se dado com o assunto de seu pênis, Madyibi tem outra hipótese para o comportamento da sua noiva: “Acho que ela estava com raiva porque eu só pude pagar por uma Lua de Mel humilde e não fomos para Zanzibar, como ela queria”. Zanzibar é um conjunto ilhas paradisíacas, localizadas na costa da Tanzânia.
O moço, que é jogador de futebol amador, conheceu a sua noiva na igreja, no ano passado.
Em sua defesa, a mulher disse que só deu um tapa no rosto dele.
Como o casamento mal iniciou e já está conturbado desse jeito, os dois decidiram buscar aconselhamento de casal. Madyibi, no entanto, já enxerga as dificuldades. “Só conheço tratamentos de aumento de pênis. Nunca ouvi falar de pênis encolhendo”, disse o moço, que é conhecido pelos seus colegas de time como “Anaconda”.

sábado, 1 de outubro de 2016

Após separação tumultuada, Joelma diz que ainda não encontrou cara metade 


  • Junior Lago/UOL
    Joelma diz que ainda não encontrou cara metade
    Joelma diz que ainda não encontrou cara metade
Bastante sorridente, Joelma disse ter dado a volta por cima após o fim do casamento de 18 anos com o músico Ximbinha, mas, em contrapartida, garantiu que ainda não encontrou a sua nova cara metade.
"[Após a separação] Não [mudou nada na minha vida]. Eu só fiquei solteira. A mudança foi mais dentro de mim, e não por fora, e isso transparece", disse ela no "Programa da Sabrina", da Record, neste sábado (1). "A minha cara metade está por aí, qualquer hora dessas [eu vou encontrá-la]. Mas eu não procuro, não, vai vir naturalmente. Estou preparada [para quando aparecer]", completou.
Joelma disse ainda que o novo pretendente tem que lhe amar do jeito que é e "não pode pensar na sua conta bancária".
Após a performance de Joelma no palco, Sabrina Sato afirmou que nunca tinha visto a cantora "tão feliz e tão sorridente".
"Claro [que damos a volta por cima]. Quem tem Deus é assim. A gente usa as coisas difíceis --'ah, a minha vida acabou'--, acabou nada, faz disso um degrau", contou ela, numa clara referência a sua separação tumultuada.
"A felicidade faz isso com a gente. Eu aprendi uma coisa: a nossa felicidade não está em coisas ou em pessoas, está em nós mesmos. Somos seres humanos, infelizmente somos falhos, ou a gente vai decepcionar ou vão nos decepcionar.
A cantora está preparando o seu primeiro DVD solo depois de sair da banda Calypso. Quatro músicas inéditas já foram gravadas. O lançamento deve ocorrer em novembro, em São Paulo.
Joelma anunciou o fim do casamento com Ximbinha em agosto de 2015. Na ocasião, os dois afirmaram por meio de um comunicado "que o respeito, gratidão, amizade, admiração e parceria" permaneceriam recíprocos. Não foi o que aconteceu.
Durante a apresentação de um show, Joelma sugeriu que foi traída por Ximbinha e apontou o dedo para o ex-marido ao cantar parte do refrão da música "A Lua Me Traiu".
No mês seguinte, a Justiça do Pará proibiu Ximbinha de ficar a menos de cem metros de Joelma com base na Lei Maria da Penha. Porém, o advogado do músico conseguiu derrubar a liminar uma semana depois, no dia 18, o que viabilizou a volta do guitarrista para a banda.
Ele, no entanto, só retornou aos palcos no dia 4 de outubro e, mesmo assim, teve de deixar o show 20 minutos depois que Joelma demonstrou o desconforto com a presença do ex-marido. Insatisfeito com a performance da cantora, o público vaiou e jogou objetos no guitarrista, que acabou tocando por poucos minutos e abandonando a apresentação.
Horas depois do episódio, o guitarrista divulgou um comunicado em que dizia não querer ter mais atritos profissionais com a ex-mulher. Para justificar sua postura, Joelma disse que teve "medo e receio" de dividir o palco com o ex-marido.

Gentil sobre notícias: “por um segundo achei que o mundo tinha acabado”


Depois de assumir relacionamento com a jornalista Priscila Montandon, de 35 anos, Fernanda Gentil postou uma mensagem em seu Facebook relatando o que sentiu ao acordar na manhã da última sexta (30) e ler notícias de sua vida pessoal por toda a internet.
Fernanda disse que “achou por um segundo que o mundo tinha acabado” e relatou ainda ligações de amigos e parentes após saberem das notícias que circularam em diversos meios de comunicação sobre a jornalista ter assumido o namoro com a jornalista que atualmente vive em Porto Alegre.
“Hoje acordei cedo, li umas coisas sobre mim e por um segundo achei que o mundo tinha acabado. Aí olhei pro céu e vi que as nuvens ainda estavam lá. Olhei pra varanda e a piscina do meu prédio ainda estava lá. Entrei nos quartos dos meninos; tudo intacto. Conferi meu pulso: pulsando. Ótimo; há mundo”, comentou a jornalista na rede social.
A jornalista ainda relatou sua rotina do dia em que ela começa dizendo aliviada “um minuto para esse dia acabar, ufa!”. Gentil se mostrou feliz com mensagens de apoio. “Frentista simpático faz um elogio se referindo a algo que li lá cedo pela manhã. Mensagens lindas no meu celular. Abri a internet para conferir um endereço, li um comentário chato. Uma imaturidade esperada. Um apoio surpreendente”, disse.
“Algumas frases sobre o que lemos por aí, e muitas outras sobre o que precisamos ler mais; o remédio novo para pacientes com HIV, a nova fase da Lava Jato, o acidente de trem nos EUA. A emocionante carta da família do Domingos. Falamos também do vestido que precisamos para um casamento próximo, das escolas das crianças. Próxima campanha da Caslu”.
Fernanda Gentil ainda contou como foi sua chegada à Globo depois de todos já estarem sabendo da notícia sobre sua vida pessoal. “Fui pro trabalho e tive algumas conversas. Ótimas. Ótimas. Ótimas. No trabalho fiquei por algumas boas horas, e ali, na minha terapia, no lugar onde eu faço o que sei de melhor, me desliguei. Sim, porque precisava me concentrar. Afinal, tem Esporte Espetacular no domingo. E tem domingo porque tem mundo. Só desconcentrei do trabalho ainda agora, já aqui em casa, deitada. Olhei pra cima e esbarrei de novo no céu. Adivinha? Tá lá. A piscina? Idem. Os quartos? Também. Eu? Aqui. O mundo? Não acabou…”.
O post foi inundado por diversas mensagens de apoio à jornalista. ''Sambando na cara da sociedade. Adoroooooooooooooooooooo!!!!'', escreveu uma fã. ''Que nesse momento sua maior preocupação continue sendo a Nala e o inglês atrasado. Hahahahahhahahahahhaah.
MUITO Mais fã ainda. Que texto incrível. Que atitude maravilhosa. Que forma de dizer tudo o que quer sem ter que dizer nada do que nao quer. Sorte, sucesso e MUITO AMOR!'', disse outro.
Confira o relato completo:
Um minuto pra esse dia acabar…. ufa! Hoje acordei cedo, li umas coisas sobre mim e por um segundo achei que o mundo tinha acabado. Aí olhei pro céu e vi que as nuvens ainda estavam lá. Olhei pra varanda e a piscina do meu prédio ainda estava lá. Entrei nos quartos dos meninos; tudo intacto. Conferi meu pulso: pulsando. Ótimo; há mundo. Mas há também um cheiro forte aqui nesse quarto… olhei pro chão, vômito da Nala. Putz ela comeu algo que não devia! Liga pro veterinário, pede remédio, sai pra comprar. Pensei em pensar sobre o que tinha lido mas minha mãe ligou. Filha, já leu? Já. O mundo continua aí? Sim, e aí? Também. Ótimo. Vamos almoçar? Vamos. Limpei mais um vomitozinho básico, entrei no carro; na reserva. Para no posto. Frentista simpático faz um elogio se referindo a algo que li lá cedo pela manhã. Mensagens lindas no meu celular. Pedi notícias das crianças que infelizmente estavam longe de mim. Ok, os dois estão bem. Ótimo. Telefone tocou, jornalista querendo entrevista sobre o livro. Ótimo. Parei no banco, saquei dinheiro da assistente do lar. Passei no shopping, peguei umas calças que estavam no conserto. Na ida e na volta pessoas abrem sorrisos e me abraçam se referindo também a algo que li agora já há algum tempo. Abri a internet para conferir um endereço, li um comentário chato. Uma imaturidade esperada. Um apoio surpreendente. Ótimo. Meu pai ligou: Amor de Pai, vi aqui. Como você tá? Tudo bem Papi, e você? To amando você. Eu também te amo. Ótimo. Felipe liga. Como você tá? Bem e com saudade. E você? Saudade também, chapa. (Chapa é ótimo). Mensagens lindas no meu celular. Chegamos para o almoço, eu e Mamy. Algumas frases sobre o que lemos por aí, e muitas outras sobre o que precisamos ler mais; o remédio novo para pacientes com HIV, a nova fase da Lava Jato, o acidente de trem nos EUA. A emocionante carta da família do Domingos. Falamos também do vestido que precisamos para um casamento próximo, das escolas das crianças. Próxima campanha da Caslu, financiamento do apartamento, exame de sangue e onde vai ser o Natal esse ano. Ótimo. Durante todo o almoço, mensagens lindas no meu celular. Voltei pra casa e esperei a hora de ir pro trabalho deitada com a Nala, que ainda estava meio enjoadinha. Fui pro trabalho e tive algumas conversas. Ótimas. Ótimas. Ótimas. No trabalho fiquei por algumas boas horas, e ali, na minha terapia, no lugar onde eu faço o que sei de melhor, me desliguei. Sim, porque precisava me concentrar. Afinal, tem Esporte Espetacular no domingo. E tem domingo porque tem mundo. Só desconcentrei do trabalho ainda agora, já aqui em casa, deitada. Olhei pra cima e esbarrei de novo no céu. Adivinha? Tá lá. A piscina? Idem. Os quartos? Também. Eu? Aqui. O mundo? Não acabou… e aliás vai continuar existindo, independentemente da roupa que vestirmos, da cor do nosso cabelo ou da nossa pele. Mas dependendo do que fizermos, ele pode não só simplesmente existir, e sim ser um lugar melhor para os nossos filhos. Agora deixa eu ir porque o inglês do Lucas vence amanhã e ainda não paguei, tem roupa do Gabriel pra lavar e a Nala continua passando mal – e essas coisas sim, são capazes acabar com o meu mundo. De resto, boa noite.